Pan de Guadalajara: Da tristeza a glória
A disputa dos jogos pan-americanos de Guadalajara 2011, tiveram todos os extremos emocionais que uma equipe vencedora poderia passar rumo a superação e a vitória.
Texto - Luiz Ribeiro dos Santos
O embarque rumo aos Jogos Pan-americanos de Guadalajara pela equipe de esgrima do Brasil, foi marcada pela triste notícia do corte preventivo da atleta do florete feminino Taís Rochel, que vinha na temporada com exelente desempenho: Medalha de Ouro no Sul Americano do Chile 2011, Ouro no Brasileiro disputado em Porto Alegre e um resultado internacional progressivo, ao conquistar o 37º lugar no Campeonato Mundial de Esgrima 2011, tudo na sequência. Certamente, sua falta foi sentida, sendo a notícia do corte recebida com tristeza por todos.
Aliado a tudo isto e na sequência, a confirmação da não participação da atleta Christine Botros, também do florete feminino. Começou com pequenos sintomas parecidos como de uma gripe dias antes do seu embarque, na França onde reside. Foi mal atendida no hospital, piorou no estado geral de saúde e ficou impossibilitada fisicamente de participar, sendo isto apenas um resumo do que passou a atleta. Ela foi, por motivos aliados e somados ao mal atendimento hospitalar na França, privada de competir no evento para o qual se preparou por anos, buscou resultados para isto. Tudo isto aconteceu em 48 horas.
Pelo início do embarque do Brasil rumo a Guadalajara, tudo parecia que poderia dar errado. O florete feminino entrou em pista com Bia Bulcão e a solidária espadista Amanda Simeão, tendo Bia feito uma boa apresentação em seu primeiro Pan. Foi o primeiro sinal de uma reação, mas aí os sinais de alerta começaram a rondar a delegação brasileira novamente. O florete masculino individual entrou em pista, com o pior resultado que qualquer um poderia prever: Heitor Shimbo, competente floretista e acostumado com provas internacionais, caiu na primeira rodada e ficou de fora da disputa. Guilherme Toldo, o mais novo da equipe de florete com 19 anos, classificou-se em último e por ter melhor índice de toques que Shimbo, ambos com apenas uma vitória na primeira fase. Toldo iria enfrentar o primeiro colocado do geral na fase oitavas de final, invicto na primeira fase. No mesmo dia, a sabrista Karina Lakerbai, histórico vitorioso, 23º no Mundial 2011 e vice Sul Americana 2011, foi vítima de várias decisões no mínino duvidosas da arbitragem e foi eliminada na primeira rodada, para espanto geral. Élora Pattaro foi vítima dos que chamaram de sorte de errarem na classificação geral e ela passar em 8º ao invés de 10º, para ter a infelicidade de ser eliminada nas oitavas de final. Seria o sinal da "seta" sobre nós, os escolhidos de que quando algo é para dar errado, tudo conspira?
Como resultados são conquistas, vitórias e superação acime de tudo, foi daí que começou a grande reação brasileira: Toldo entrou em pista na fase eliminatória direta para brilhar, encarar todos de frente rumo a conquista do primeiro bronze para o Brasil e contando com tudo que tinha, o seu melhor. Para quem estava praticamente eliminado para os outros, venceu Chambley-Watson e Lalonde na sequência, só perdendo a semi para Massialas. A final passou muito perto, o Brasil começou a acreditar. Toldo havia acabado de mostrar o caminho da vitória, ao conquistar o Bronze.
O sabre masculino entrou em pista com Renzo Agresta invicto na competição, sendo eliminado nas quartas de final. Coisas de competição, sem tirar o brilho do sabrista brasileiro. Renzo havia sido impecável na sua participação. A espada feminina batalhou pela vitória, sendo eliminada também na fase eliminatória direta.
Os ânimos já estavam competitivos, quando o fantasma começou a rondar novamente: A equipe de florete feminino não iria entrar em pista, pois não contaria com Thaís Rochel e Cristhine Botros. A modalidade, que tinha grandes chances de conquistar a sua tão sonhada e histórica medalha, teve de adiar os seus planos. Já havia conquistado o bronze no Pan-americano de esgrima disputado em Reno meses antes. Quem sabe se desta vez, não seria um degrau a mais?
A equipe brasileira, forte como um time deve ser, se preparou para a disputa dos eventos equipes. O que seria do reconhecimento dos técnicos Alexandre Teixeira, Miakotnykh Gennady, Alkhas Lakerbai, Regis Trois de Avila e Juan Velazquez, se os atletas que tando se dedicaram e tiveram a dedicação dos seus técnicos e toda a equipe de trabalho da CBE, em seus clubes e equipe brasileira, não fossem buscar a medalha que tanto se prepararam? Todos acreditaram, investidores e parceiros como a Petrobras e o COB acreditam na esgrima brasileira. Os atletas brasileiros superaram todo e qualquer obstáculo e foram fazer o que fazem de melhor: Competir e vencer.
A equipe de florete masculino entrou em pista com Toldo, Scavasin e Shimbo. Conquistaram o bronze em cima do México, donos da casa e da torcida do ginásio, e de virada! O sabre masculino equipes entrou em pista com Agresta, Guzensky e Zeitounlyan. Conquistaram o bronze em cima da equipe que tanto incomodava os brasileiros, a Venezuela. Também foi de virada, conquistada com raça e orgulho do trio.
O sabre feminino com Karina Lakerbai, Elora Pattaro e Bia Almeida também entrou forte em pista, como a espada feminina com Rayssa Costa, Clarisse Menezes e Amanda Simeão. Não conquistaram medalhas; mas venceram adversárias, msotraram que são competitivas e deixaram o seu recado: Estamos chegando!
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| 1 | | 11 | 3 | 0 | 14 |
| 2 | | 1 | 4 | 3 | 8 |
| 3 | | 0 | 3 | 5 | 8 |
| 4 | | 0 | 1 | 2 | 3 |
| 5 | | 0 | 1 | 0 | 1 |
| 6 | | 0 | 0 | 3 | 3 |
| 0 | 0 | 3 | 3 | |
| 8 | | 0 | 0 | 1 | 1 |
| 0 | 0 | 1 | 1 | |






