COMO FUNCIONA UMA VILA PANAMERICANA
COMO FUNCIONA UMA VILA PANAMERICANA
Para quem tiver a curiosidade, Elora Pattaro, esgrimista da equipe brasileira de sabre feminino que está disputando os Jogos Pan de Guadalajara, compartilha com todos o dia de uma vila panamericana.
Texto: Elora Pattaro
Na piscina já começa com o povo do polo fazendo um treininho, pra depois dar lugar para uma massa de corpos muito bem trabalhadinhos - difícil não perder o foco... No gramado, os bonecos mascotes do pan dançando no meio do treino do povo do futebol. Os países andam em bloquinhos, é inevitável, ondinhas de cores uniformes passando, pra cada grupinho tento adivinhar o esporte - e não é nada fácil. Pra quem não aguenta mais a comida padrão, tem uma pracinha de alimentação do lado de fora da vila, com direito a burger king e starbucks. Uma fila de ônibus sai para todos os cantos, para todas as competições, e você pode assistir o que quiser.
Depois do meu treino rola uma sessão de massoterapia, eu assisto com a equipe médica as meninas da ginástica saltarem. O Brasil bem estrutuado com equipe médica e uma sala de convivência - onde estou agora. Duas tvs transmitem os jogos dos brasileiros, o povo fica na torcida, esperando a câmera da record daqui de dentro resolver filmar. Vejo na tv o pessoal que encontrei nos corredores, no refeitório, antes de formir. Depois a galera aparece desfilando pela vila com as medalhas no pescoço, gritando do lobby, comemorando até não poder mais.
Quero jogar, quero competir, o clima inspira, as pessoas inspiram, estou ansiosa, e também aliviada, sei que mesmo que aconteça de não ser um bom dia, ainda vou ter muito o que torcer, me envolver e me orgulhar. É bom estar aqui.






